Restos de mamute revelam sangue em estado líquido

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Preservação ocorreu por conta do completo congelamento da carcaça. Especialistas acreditam ainda que o sangue do animal possua propriedades crioprotetoras.
Restos de mamute revelam sangue em estado líquido

Ao literalmente “cutucar” os restos mortais de um mamute, um grupo de cientistas da Northeastern Federal University teve uma grata surpresa: um “belo” esguicho de um sangue incrivelmente escuro brotou de um ponto do que antes era a barriga do animal — que, de acordo com as análises, morreu há mais de 10 mil anos.

A descoberta foi feita em uma das ilhas Lyakhovsky, localizadas no arquipélago de Novosibvirsk, litoral norte da Sibéria. E mais: “Os fragmentos de tecidos musculares, os quais encontramos no corpo, tem uma coloração vermelho natural de carne fresca”, afirmou o líder da expedição e presidente do Museu de Mamutes da referida universidade, Semyon Grigoriev, em entrevista ao site Ars Technica.

“O motivo para semelhante conservação é que a parte inferior do corpo se encontrava em gelo puro, enquanto que a superior foi encontrada em meio à tundra”, afirma Grigoriev. “Nós encontramos o tronco separado do restante do corpo, que foi a parte menos preservada.”

Propriedades crioprotetoras?

Além de encontrar sangue em estado líquido, há ainda outro fato que chamou bastante a atenção da equipe da Northeastern Federal University. Quando a equipe de Grigoriev encontrou o Mamute, a temperatura era de 10 graus Celsius negativos — mais do que o suficiente para congelar o fluido, portanto. “Pode-se assumir que o sangue possua propriedades crioprotetoras”, considera o cientista.

De acordo com cientistas, sangue do mamute pode incluir propriedades que impedem o congelamento (mesmo em temperaturas bem abaixo de zero grau Celsius).

“O sangue era bastante escuro e foi encontrado em cavidades congeladas da barriga, e quando nós as cutucamos, ele ficou escorrendo do interior.” De acordo com análises da ossada e dos dentes, o animal morreu com idade entre 50 e 60 anos. Como o tronco foi encontrado distante do restante do corpo, a equipe acredita que o animal tenha escorregado pelo gelo enquanto fugia de predadores.

Reacende-se a ideia de clonar mamutes

Os planos da universidade agora incluem levar um grupo internacional de cientistas para estudar o mamute entre julho e agosto. Embora levar o animal de helicóptero até a cidade mais próxima tenha sido considerado, a ideia acabou abandonada porque poderia acabar causando danos ao espécime durante as escavações.


Grigoriev tem se envolvido com a busca por restos de mamutes há muitos anos, de maneira que a nova descoberta — de sangue em estado líquido — acabou por reacender as discussões em torno da possibilidade de clonar um mamute. De fato, desde que a Northeastern Federal University afirmou que haveria uma colaboração com a sul-coreana Sooam Biotech Research Foundation para atingir o referido fim, em 2011, muito pouco havia sido acrescentado.

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